sexta-feira, 23 de abril de 2021

How many roads must a man walk down before you call him a man?

Olá querides, como vão? Espero sinceramente que bem. 
Falei que falaria de filmes concorrentes ao Oscar, certo? No post anterior falei sobre Os Estados Unidos vs Billie Holiday e nesse eu fiquei em dúvida se escreveria sobre O Som do Silêncio ou sobre Uma Noite em Miami. Acabei escolhendo o segundo apesar de ter gostado mais do primeiro. 
Vocês podem estar pensando : "Mas se ela gostou mais do primeiro porque vai escrever sobre o segundo?"
Porque quase todo mundo escreveu sobre o primeiro, não que ele não mereça. Merece sim pois é um ótimo filme, inclusive assistam. 
Mas acho que por ser o primeiro longa de Regina King como diretora e por ele de certa forma me lembrar um dos meus filmes preferidos resolvi escolhê-lo. 


Uma Noite em Miami é um filme de 2020 e está disponível no Amazon Prime Video.Baseado na peça de teatro de mesmo nome e escrita por Kemp Powers e foi ele mesmo quem fez o roteiro para o filme, Powers também é responsável pelo roteiro de Preciosa e Soul ( indicado ao Oscar de Melhor Longa de Animação).
O filme relata um encontro fictício numa noite de 1964 quando Cassius Clay (Eli Goree) , que posteriormente se tornará Muhammad Ali, derrota Sony Liston. 



Que o encontro aconteceu, aconteceu. Mas se ele foi como relatado no filme ninguém sabe. 
Esse encontro foi exatamente para celebrar essa vitória de Cash, é como os outros 3 amigos o chamam. E quem são esses amigos? 
Sam Cooke (Leslie Odom Jr), Malcom X ( Kingsley Ben-Adir) e Jim Brown (Aldis Hodge).


Mas antes do encontro entre eles acontecer o roteiro traz pequenos acontecimentos para nos fazer entrar no clima do que une esses quatro homens, como Cooke se apresentando num hotel de brancos e enquanto ele se apresenta esses brancos vão se levantando um a um ou Brown indo visitar um velho conhecido , branco, que o recebe na varanda da casa e faz questão a todo o tempo de deixar bem evidente onde é o lugar dele. 
Todos os atores estão muito bem, Eli Goree captou bem o olhar de Clay, como o corpo se posiciona, como se move mas é Leslie Odom Jr. quem arrasa, tanto que está concorrendo ao Oscar de melhor ator coadjuvante mas não leva. É notável que o ator se empenhou demais se pegarmos a cena da ultima apresentação de Cooke e a mesma cena interpretada por Leslie no filme até o modo como ele mexe a boca para cantar é igual. 
Bom, então acontece a luta, Clay vence e Cooke é o primeiro a chegar no hotel onde combinou de encontrar os demais. Na sequencia chegam Malcom X, Brown e Clay. Até então eles acham que srá uma festa, com bebida, mulheres, música. 
Mas Malcom tinha outros planos pra noite e eles acabam ficando ali naquele quarto de hotel onde vários assuntos são abordados, alguns mais suaves, outros mais duros, chegando até discussões mais acaloradas.


Pelo filme ficar boa parte nesse cenário me fez lembrar de Deus da Canificina (2011 - Roman Polanski) que assim como esse filme é baseado numa peça teatral. Fazer com que um filme baseado em uma peça teatral e com pouquíssimo cenário fluir não é fácil e nem pra qualquer um e Regina King conseguiu cumprir a tarefa com bastante êxito. 
Numa das cenas bastante importantes do filme Malcom questiona a Cooke qual a função da arte na luta deles e coloca para tocar "Blowin in the wind" de Bob Dylan e provoca : 'Como um branco de Minessota pode compor uma música que diz tanto a nossa luta?". Cooke engole seco e mais pra frente confessa a Brown que quando ele escutou a música pela primeira vez ele ficou muito puto e que aquilo fez com que ele começasse a trabalhar numa canção e em breve a lançaria. 
A música em questão é A Change in Gonna Come. Além da música de Dylan vários outros episódios da vida de Cooke o inspiraram a compor a canção como quando ele tentou se hospedar num hotel de brancos e foi impedido. 



Cooke não pode presenciar o lançamento da música que foi gravada em Janeiro de 1964 pela RCA  produzida por Hugo & Luigi, mas Cooke foi assassinado em Dezembro do mesmo ano e a música foi lançada meses depois.
Temos inúmeras regravações dessa música que se tornou o hino do Movimento pelos Direitos Civis. 
Entre várias versões vou destacar Otis Redding e Aretha Franklin.
A versão de Otis: 



E a versão de Aretha: 




Já cantaram Bettie LaVette e Jon Bon Jovi, Patti Labelle e Beyoncé, passando por Celine Dion e Jeniffer Hudson. 
É incrível e triste como hoje em dia ainda estarmos aguardando por essas mudanças. Mais um filme pra assistir e refletir. 
Domingo tem premiação, façam suas apostas. Se der vou fazer um post só com as minhas apostas. 
Até mais.







quinta-feira, 15 de abril de 2021

“It’s about human rights. The government forgets that sometimes.”

 No último final de semana assistimos "Estados Unidos vs Billie Holiday". Andra Day interpreta Billie e está concorrendo ao Oscar de Melhor Atriz e sim, ela está muito bem. Leva o prêmio? Sinceramente não acredito que leve mas não sabemos o que se passa nos votantes da Academia.
O filme foi lançado pela Hulu e tem direção de Lee Daniels e roteiro adaptado de Suzan - Lori Parks baseado na obra de Johann Hari ( Chasing the scream ).
Gostei do filme ? Sim mas não amei. Explico! 

Me incomodou demais o modo vazio com que a vida de Billie Holiday é tratada, reduzindo a um pedaço de carne que era viciada, tinha relacionamentos ruins e se drogava. 
E pelo amor da deusa, ela foi muito mais que isso. 
Tudo bem que o filme vem contar um episódio na vida dela mas um pouco mais de cuidado e carinho pela roteirista e pelo diretor poderia ter sido feito. E olha que Lee Daniels dirigiu um filme que gosto muito, Preciosa.
A passagem em questão foi quando Billie gravou Strange Fruit e o Governo americano passou a persegui-la por conta da música. Pra entende tudo isso é necessario contextualizar o cenário como um todo e depois seguir para a música e o porque da perseguição. 
Em 1936, o professor, poeta e compositor Abel Meeropol escreveu o poema " Strange Fruit" após o linchamento de dois homens negros e diante de tantos outros que aconteciam principalmente no Sul dos EUA.
 Abel publicou sob pseudônimo de Lewis Allan. Tempos depois ele musicou o poema e até o apresentou em alguns protestos, inclusive no Madison Square Garden. 
Foi Barney Josephson que a apresentou a Billie Holiday que a cantou pela primeira vez no Café Society em Greenwich Village. 
Depois dessa primeira vez , Billie sabia que a música tinha que fazer parte do seu repertório e é claro que o Governo discorda.



 
Billie não conseguiu gravar a música pela sua gravadora , Columbia Records, então coube a uma gravadora menor , a Commodore Records fazê-la. 
A música se popularizou, todos queriam que ela cantasse e ela queria cantar mas como houve uma perseguição sem tamanho a ela, com outros argumentos que não a música para prendê-la .
Sua mãe chegou a questionar porque ela se fazia notar daquela maneira e ela respondeu "Porque pode melhorar as coisas". 
No filme ela fala que o Governo não gosta da canção pois ela o faz lembrar de tudo que ele fez e faz aos negros. 
No ano passado, com a morte de George Floyd a música ressurgiu nos protestos e aquele bando de gente que nunca refletiu sobre isso postando "Black Lives Matter". Eu pergunto, será que importam mesmo ? 
O quanto antirracista você é? 
Entendem porque o filme nunca poderia ser resumido ao que se resumiu ?
Por aqui temos tantas atrocidades quanto lá mas aqui as vidas negras importam ainda menos, afinal de contas "A carne mais barata do mercado é a carne negra..." não é mesmo?
Segue a letra da música e o link dela:

Strange Fruit


Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black body swinging in the Southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant South,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolia sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh!

Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.



quarta-feira, 7 de abril de 2021

A uberização da vida


E aí? Como vão vocês?
Espero que todos estejam bem.
Faz um tempão desde a ultima vez que postei algo e tanta coisa aconteceu e agora estamos todos em quarentena...
Tantas reflexões a fazer e tudo mais e resolvi retomar o blog pra valer, mentira. Mas vou tentar postar com menos intervalos. 
No meio de tanta coisa e com tanto tempo livre assistimos um dos filmes que eu pedi pro Fernando baixar no ano passado, finalmente. 
Se alguém te perguntar "Qual diretor de cinema é seu(sua) favoritx ?", eu nunca sei o que responder por não tenho um somente. 
Por exemplo, amo como Fincher constrói seus filmes, amo a estética e diálogos do Tarantino e ultimamente ando amando muito o quão próximo da nossa realidade está Ken Loach. 
Anos atrás assisti "Eu, Daniel Blake" e eu chorei pra caramba.
Não sei se somente pela tristeza do filme ou se também de desespero pois a situação narrada pelo filme é muito real.
Ken Loach e sua equipe coloca em seu elencos atores pouco conhecidos, talvez por nós e não tão desconhecidos por lá, e que parecem pessoas do nosso cotidiano.




"Você não estava aqui" é um filme de 2019, dirigido por Ken Loach e com roteiro de Paul Laverty. Os dois tem essa parceria desde de 1996 quando Laverty escreveu o roteiro de "Uma canção para Carla".
O filme conta a história de Rick e sua família, Abbie, sua esposo que trabalha como cuidadora, Seb, o filho mais velho e a caçula Liza, eles moram em Newcastle e o ano é 2018. 
O filme começa com Ricky participando de uma entrevista de emprego e já nesse diálogo você já começa a ter uma ideia do que virá. 

A empresa em questão é uma empresa de entregas, tipo Loggi e o papo do entrevistador que depois vamos saber que é o encarregado ( é chefe mas fala diferente, sabe?) que vem com aquele papo de "Aqui você não trabalha pra gente, você trabalha conosco", Você não dirige pra gente, você presta um serviço", "Você bate o ponto, faz eu próprio horário, é senhor do seu prórpio destino". AHAM!!!!!

Bom, Ricky resolve então entrar pra esse serviço maravilhoso mas ele não tem um carro e pra trabalhar com entrega tem que ter um carro, uma van. Como não tem como financiar a van acaba convencendo Abbie a vender o carro que ela usa pra ir trabalhar pra financiar a van. 
A gente sabe exatamente onde isso vai dar, a gente vê isso todos os dias com os entregadores do iFood, Rapi, Loggi, motoristas do Uber, 99...
Vimos esse filme quando teve o primeiro "Breque dos APP" e dias depois estava eu rastreando minha encomenda que vinha pelo Loggi, Que merda,
Voltando, Ricky  trabalha como um louco e ganha pouquíssimo e começa a perceber que ele quase não vê sua família, com Seb dando trabalho na escola e cheio de rebeldia, totalmente comum a idade.
Abbie também não consegue mais chegar cedo em casa pois está sem carro e tem que usar o transporte público. 


E é obvio que eles trabalham tanto pra tentar ter uma vida melhor e dar uma vida melhor a seus filhos.
E aí se identificou com alguma coisa?
Sei que normalmente eu escolho uma música para fazer o post e depois o filme que tem essa música ou o contrário mas esse será um dos poucos posts que não terá música atrelada a ele pois não consegui identificar a única música que toca no filme e é num dos raros momentos que a família está de certa forma reunida e feliz. 
Você nao estava aqui é um dos filmes que todo mundo deveria ver ainda mais nesse "novo normal" (tenho uma raiva dessa nova expressão) e o tanto que a gente tem comprado pela internet e a nossa relação com esses serviços onde a pessoa é ~seu próprio patrão". 


Até breve, devo voltar com mais frequência e pra falar sobre os filmes do Oscar, porque sim.  

segunda-feira, 15 de julho de 2019

WHAT A WONDERFUL WORLD...




Sábado foi o dia do Rock, Não do The Rock, nem do Roque. De Rock n' Roll.
Hoje vim escutando rádio e um professor de música estava falando sobre a história do Rock (cbm dia do rock ) e falou de Chuck Berry, pensei: "vou escrever sobre essa música e filme com ela"
Acontece que eu já escrevi sobre isso nesse post aqui: nobody calls me chicken
Bom, pensando sobre rock e a primeira banda que me fez gostar de rock, sem contar os Beatles, penso em Ramones e lembrei que semanas atrás eu ia escrever sobre o que vou escrever hoje... mas não deu.
Esse post era pro dia do jogo Brasil x Argentina pela Copa América e vocês vão entender porquê.
Eu ando bem cansada da falta de originalidade nos roteiros de filmes, não que eu ache que há algo novo para aparecer mas remake me enche os pacová, sabe?
É como cover de uma música, eu e o Fernando sempre conversamos sobre isso, ou tem que ser muito melhor que o original ou tão bom quanto ( se o original já for bom).
Dito isso, vamos ao que interessa de fato, o filme.
Estávamos um dia no cinema e eis que começa a passar um trailer de um filme nacional com Ingrid Guimarães, risos daqui e de lá eis que aparece a cena dela numa festa interrompendo todo mundo pra perguntar quem mais é de sagitário...e click, eu já tinha visto isso em algum lugar, Depois fui puxar na memória e eu tinha mesmo visto isso em outro filme.



Passado um tempo esse filme com a Ingrid Guimarães estava passando na TV e eu já tinha até esquecido esse assunto ( mentira, tinha nada) e fiquei meio triste porque era a versão brasileira de um filme argentino. Não que o nacional não seja bom, é. Mas o argentino é melhor e sempre acabo voltando no assunto de que "será que não tem roteiristas bons aqui a ponto de pegarem um roteiro de fora pra filmar?".
E isso não é uma exclusividade daqui não, olhem Hollywood fazendo live action atrás de live action.
Voltando, os filmes em questão são : "Um namorado para minha esposa" (Argentina, 2008) e "Um namorado pra minha mulher" (Brasil, 2016).
A história é a mesma as únicas coisas que mudam são alguns detalhes como a profissão do "namorado" e o modo como as personagens principais se encontram na vida, encontram seu lugar no mundo. Mas em tese o roteiro é igualzinho.


No original Tana é casada com Tenso que não aguenta mais a esposa causando e reclamando o tempo todo mas não tem coragem de pedir o divórcio. Então seguindo os conselhos de seu amigo ele resolve pagar pra que alguém conquiste sua esposa pra que ela se apaixone e peça o divórcio no lugar dele.
Essa pessoa é Cuervo Flores.
No meio desse plano 'infalível' , Cuervo fala pra Tenso que Tana precisa sair de casa e o ideal seria que ela arrumasse um emprego.
Ela vai então pra uma falsa entrevista de emprego na rádio em que seu amigo trabalha e acaba sendo contratada sem saber que nada alí é de verdade, e que quem está pagando seu salário é seu marido.
É muita coisa errada pra dar certo, não é?
E só embola mais e mais.
Na versão brasileira Tana é Nena, Tenso é Chico e Cuervo é Corvo. rs
E ao invés de ir trabalhar numa rádio , Nena vai trabalhar num canal do Youtube.


Faltou a ficha dos filmes, o argentino tem roteiro de Pablo Solarz e direção de Juan Taratuto, Adrián Surar e Valeria Bertuccelli como o casal principal. No brasileiro quem assina a adaptação do roteiro original de Pablo é Lusa Silvestre e Julia Rezende, com colaboração de Ingrid Guimarães. Julia também é a diretora do filme. Eu tive o prazer de conhecer Lusa quando trabalhei na locadora, vocês devem conhecer o trabalho dele por "Estômago" , por exemplo. Julia dirigiu algumas séries de TV , os dois filmes "Meu passado me condena" e tem como seu trabalho mais recente "De pernas pro ar 3"
No papel do casal principal temos Ingrid Guimarães e Caco Ciocler.
Mesmo eu sendo ranzinza e tal, eu gosto do filme, dos dois filmes.
A música?
Sim, vamos a ela.

Em um determinado momento em que Nena e Chico estão bem eles estão curtindo um som juntos e esse som é "What a wonderful world" mas com Joey Ramone cantando, que foi gravada em 2002 e foi lançado no álbum "Don't worry about me" .





Ela também aparece nessa versão em : 90210, Gilmore Girls, Scrubs, Supernatural, Supergirl, Totalmente sem Rumo, Um louco apaixonado ( esse filme... ), Sexta feira muito louca..
A canção foi composta por Bob Thiele e George David Weiss e fala sobre a visão do mundo e suas belezas tudo com um tom esperançoso e otimista.
A gravação mais conhecida é sem dúvidas com Louis Armstrong e foi gravada em 1968, essa gravação foi usada em Bom dia, Vietnam. De tirar o fôlego a sequencia.


 

Talvez eu seja uma ranzinza assim como Tana e Nena, talvez.
E os filmes são bons.E me fez refletir o quanto Tana e Nena eu sou.

Boa semana pra todos nós.

sábado, 15 de junho de 2019

Beetlejuice Beetlejuice Beetlejuice


Olá pessoas, quanto tempo não é mesmo?
Meses atrás assistimos "Infiltrado na Klan" e num dos momentos onde misturam o real com a ficção quem faz o relato da história de Jesse Washington é Jerome Turner, interpretado por Harry Belafonte.
Nem vou entrar em detalhes sobre o relato e sim sobre Harry. Quando ele entra em cena eu não sabia bem quem era ou não ligava o nome a pessoa, sim, vergonha de mim.
Harry só é cantor, ator, ativista dentre muitas outras coisas. De ascendência jamaicana foi apelidado de "Rei do Calypso" , lutou pelos direitos civis e continua lutando contra o racismo, violência contra negros.
Tomando conhecimento de quem era Belafonte cheguei numa de suas músicas mais conhecidas que é : Day - O ( The Banana Boat Song).
Lançada no álbum Calypso, de 1956 , Day-O é uma canção tradicional jamaicana que os trabalhadores cantavam enquanto carregavam bananas para os navios durante a noite.


A versão gravada por Belafonte teve sua letra escrita por Irving Burgie e William Attaway.
Ela foi gravada pela primeira vez em 1952 por Edric Conner e ressurgiu em 1956 sendo regravada por Bob Gibson.
Além de estar na trilha sonora de "Os fantasmas se divertem" Day-O também está na trilha sonora de Kids , The Muppets Show, Frank's Place, Squish Story.
Em "Os Fantasmas Se Divertem" a música de Belafonte é muito bem colocada numa das melhores cenas do filme.
Os Fantasmas Se Divertem é um filme de 1988 com direção de Tim Burton e roteiro de Michael McDowell, Larry Wilson e Warren Skaaren.

É o segundo longa metragem de Burton e talvez o que o trouxe uma certa visibilidade para o diretor que depois foi filmar Batman.
O filme conta a história dos Maitland, um casal que está feliz da vida pois conseguirão passar as férias juntos e em casa.

Adam ( Alec Baldwin) está no sótão da casa quando sua esposa Barbara (Geena Davis) vem falar com ele enquanto ele mexe na maquete que ele tem da cidade. Então eles veem uma movimentação fora da casa e é Jane, uma corretora que quer porque quer vender a casa  e os Maitland não querem e a dispensam.
Adam precisa ir até sua loja pegar alguns itens pra terminar sua maquete mas na volta eles sofrem um acidente. 
Ao chegarem em casa percebem que algumas coisas estão erradas e em seguida que na verdade eles morreram. Enquanto estão tentando entender essa nova situação chegam os novos donos da casa, od Deetz. Barbara começa a ficar incomodada pois eles querem mudar tudo e começam mesmo a mudar todo o visual da casa.
Resta então a única alternativa possível que é expulsá-los mas nem Barbara nem Adam sabem como fazer e acabam descobrindo Beetlejuice.

Beetlejuice (Michael Keaton) é nojento, repulsivo, inconveniente, egoísta.
E ao contrario do que Barbara e Adam pensam ele não que ajudá-los de verdade, ele só quer tirar proveito da situação.
A bagunça armada por ele é tão grande que em determinado momento ele tenta casar com Lydia (Winona Rider), a filha dos Deetz.


Os Fantasmas Se Divertem já dá sinais do que Tim Burton aprontaria mais pra frente.

Ah, e é bom lembrar que o filme é de 88 então os efeitos especiais vão te parecer bem toscos mas pra época são maravilhosos. Lydia é minha personagem preferida. E o filme não é um filme de terror, ok?

Além de Day-O temos na trilha sonora : Sweetheart from Venezuela, Man Smart e Jump in the line, todas interpretados por Belafonte.
Ah, e disseram que ia sair uma sequencia, até poster apareceu e ate agora nada.Vamos aguardar...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Jumanji - bem vindo a selva


Fazer uma continuação de um filme de sucesso é arriscado, certo?
E quando esse filme tem 22 anos de diferença com o primeiro ?
William Teitler resolveu arriscar. Ele produziu o filme de 1995 e o de 2017.
Existe algumas semelhanças entre os dois filmes mas há no mais recente algumas sacadas que eu considero geniais. Jumanji (1995) temos Alan Parish sendo levado pra dentro de um jogo de tabuleiro. Já em Jumanji - bem-vindo a selva temos Alex sendo levado para dentro de um jogo de videogame.
Mas no filme de 95 a história é muito pautada em Alan o que não acontece em "Bem-vindo a selva".
Como disse anteriormente em Jumanji- Bem-vindo a selva a trama se inicia com Alex jogando um videogame e de repente some. Anos mais tarde alguns contratempos unem 4 jovens na detenção do colégio.
Temos nesse grupo os típicos jovens americanos que vemos retratados numa montanha de filmes. O nerd tímido e não tão bonito, a popular da escola e linda, o atleta burro que recorre ao amigo nerd ( mas ninguém pode saber que eles se conhecem) e a nerd tímida e bonita que não faz ideia do quanto é bonita.

Spencer ( Alex Wolf que eu sei quem é por causa de "The Naked Brothers Band" e voce deve conhecer por causa de Hereditário) é o nerd que faz trabalho de escola pro amigo Fridge ( Ser'Darius Blain) e eles acabam sendo pegos e é isso que os leva a detenção.
Bethany ( Madison Iseman) é a popular dentro e fora da escola que não para de usar o celular e é isso que a leva a detenção e pra completar temos Martha ( Morgan Turner) que é a nerd que é bonita mas não se acha bonita e não vê sentido em aulas de educação física, só que ela fala isso pra professora de educação física. Tem coisas que a gente só pensa e essa deveria ser uma dessas.
Então vão os quatro pra detenção e a tarefa deles é tirar os grampos de revistas que irão pra detenção. Antes do diretor mandá-los pra lá ele fala pra eles refletirem o que eles pensavam pro futuro deles. Quem eles queriam ser.

Só Martha se empenha na tarefa dos grampos e os demais ficam cada um com suas preocupações. Até que Fridge acha um videogame antigo e resolve jogar. Chama Spencer e Bethany e como o jogo tem 4 jogadores convencem Martha a se juntar a eles. Cada um escolhe um personagem e é aí que tá a sacada do filme. Seus personagens são o que eles mais desprezam e é bem provável que esse seja o objetivo aqui. Você ter que ser o que você não gosta.
E a partir do momento que eles estão no jogo eles precisam "zerar" esse jogo pra poder voltar ao mundo real. Como em qualquer jogo cada um tem seus poderes e suas fraquezas, tem 3 vidas e algumas fases.
Essa maneira de trazer pra algo mais recente , e não tão recente, é outra grande sacada do filme.
Jumanji - Bem-vindo a selva cumpre seu papel de entretenimento e me surpreendeu pelo lado bom. Como os personagens do jogo temos Dwayne Johnson ( Dr. Smolder Bravestone), Jack Black ( Dr. Shelly Oberon) , Kevin Hart ( Moose Finbar) e Karen Gillan ( Ruby Roundhouse) e é com a personagem dela que temos a música desse post.
Ruby Roundhouse tem entre seus poderes é " Dance Fighting"
Curiosidades: o fraqueza de Ruby é veneno de cobra que é uma homenagem ao medo de cobra de Indiana Jones, e ela é uma paródia de Lara Croft.
A música que embala a tal da "Dance Fighting" de Ruby é "Baby I Love Your Way" que no filme é a versão do Big Mountain.

Baby I Love Your Way é uma música composta por Peter Frampton e foi lançado no álbum "Frampton" em 1975.
Em 76, uma versão ao vivo foi lançada e alcançou a posição 12 da Billboard Hot 100.
Em 1988 a banda Will to Power fez uma versão mas misturada com Free Bird do Lynyrd Skynyrd e em 1994 foi que Big Mountain fez sua versão.
A música fala da garota que ele gosta e que ele quer passar o tempo todo com ela. Não sabemos se é em homenagem a alguém ou só uma composição genérica.
A música também aparece em "Alta Fidelidade" e Rob Gordon ( John Cusack) detesta a música até escutá-la na voz de Marie de Salle ( Lisa Bonet).

Bom final de semana. Agora tem outro blog pra vocês...
https://link.medium.com/NPS61TwxoS
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Rock and roll is a risk. You risk being ridiculed.

Como você começou a gostar do tipo de música que você mais gosta atualmente?
Alguém te influenciou/inspirou? Quem?
Acho que já falei disso aqui outra vez mas vou falar de novo. Muito do que eu escuto desde pequena até hoje é por influência dos meus pais mas principalmente dos meus irmãos. principalmente da Ana.
E por isso até hoje gosto de bandas como Depeche Mode, New Order, Smiths e Duran Duran, por exemplo.
Rio é a faixa-título do álbum Rio de 1982. Eles creditam a composição a banda toda.
A banda explicou a música algumas vezes já e é assim: A música é uma metáfora a America pois eles haviam estado lá (aqui) e o desejo que eles tinham de fazer sucesso nesse continente.  Rio também é o nome da moça personagem da música.
Ela atingiu o Top 10 da UK Singles Chart.
Seu videoclipe foi filmado em 3 dias em Antigua porque um dos empresários da banda assim quis e a banda estava passando férias lá. Quem dirigiu o clipe foi dirigido por Russell Mulcahy que durante um bom tempo só dirigiu videoclipes como:

Ele também dirigiu Highlander 1 e 2.
Voltando ao clipe de Rio, a modelo do clipe se chama Reema Ruspoli. E quem ri na música é uma ex-namorada de Nick Rhodes
Hoje em dia eu acho o clipe bem horrível mas na época que a gente assistia no Som Pop eu achava beeem maneiro e é isso que acontece no filme Sing Street.


Dirigido por John Carney, Sing Street é um filme irlandês de 2016 e conta a história de Conor.
Dublin, anos 80. Um menino de 14 anos que brinca de compor músicas baseando-se nos problemas familiares. É assim que o filme começa.
Conor é esse adolescente. E tudo estava indo relativamente bem até que seus pais fazem uma reunião pra falar pra ele e seus irmãos que estão com problemas financeiros e que terão que fazer alguns cortes.
Isso inclui mudá-lo de escola e é aí que o caldo entorna, mas entorna pouco.
Eu nunca mudei de escola mas deve ser horrível de início porque você não conhece ninguém e é alvo fácil de bullying.
Mas Conor apesar de tudo não se deixa abalar e em alguns momentos é exatamente isso que lhe causa problema.
Tem o valentão da escola que num belo dia manda Conor dançar, Connor obedece.
Daí ele fala pra ele baixar as calças e dançar, daí Conor se nega.
Dias depois Barry, o valentão, encontra Conor no bandeijão da escola e bate nele, do nada.
Nesse momento aparece Darren que fala pra ele que ele devia ter dançado, pois o fato dele não ter dançado piorou as coisas...
Saindo da escola eles começam a falar de uma garota que fica em frente a um prédio, e ela é muito bonita e tem um visual todo diferente.

Ele vai falar com ela e diz que tem uma banda, que precisa dela pra filmar um clipe e que a banda é meio Duran Duran. Só que ele não tem banda nenhuma.
Darren o ajuda a iniciar essa banda apresentando a ele Eamon. Eamon é quem vai compor com Conor todas as músicas.
Depois dele vão atrás de Ngig pois "seria bom ter um negro na banda", diz Darren.
Mas eles precisam de mais membros na banda...Colocam um anúncio no mural da escola e Garry e Larry entram pra banda.
E o nome da banda após algumas ideias fica sendo Sing Street pois eles estudam na Synge Street...
A primeira música que eles tocam juntos é um cover de Rio e fica horrorosa.
Conor mostra pro seu irmão, Brendan, que fala que tá ruim e que eles não tem que fazer cover e sim compor.
Uma das coisas mais geniais do filme é como a aparência e o som da banda vai mudando conforme o que Conor está passando alimentado pelo que seu irmão lhe apresenta musicalmente.
Que vai desde Duran Duran, passando por Bowie e chegando em The Cure.


 Sing Street é um filme bem gostoso de ver, tem uma história bem legal e uma trilha maravilhosa.
Bom final de semana pra todos nós.