quinta-feira, 31 de agosto de 2017

We're all sensitive people... With so much to give...

Eu estava cozinhando num domingo passado e eu gosto de por música pra cozinhar. Minha mãe também gosta.
Posso dizer que a família toda gosta.
Cozinhar é uma forma de demonstrar amor pela pessoas,é mais ou menos isso que Mia Couto diz.
Voltando ao assunto que interessa, eu estava cozinhando e coloquei uma playlist do Spotify de Soul e começou a tocar Marvin Gaye, eu amo Marvin Gaye.
E tem filmes que algumas músicas são cantadas ou tocadas que não tem como dissociar a música da cena.
Let's get it on é tocada em Alta Fidelidade, filme que é baseado em um livro de Nick Hornby. Se não me engano Hornby teve mais dois livros que viraram filme: Educação e Um Grande Garoto.


Os livros de Hornby são de fácil leitura e você consegue imaginar um roteiro e os atores que interpretariam aqueles personagens. Isso aconteceu comigo quando lí "Como Ser Legal", aliás ganhei esse livro do meu irmão e me senti ofendidíssima na época porque achei que ele tava me dando tipo um manual de como ser legal porque eu era chata, larguei o livro de lado e um tempo depois li, tinha nada a ver com o que eu pensava. Nem é sobre Como Ser Legal que vou falar, é sobre Alta Fidelidade mesmo.
A história é a seguinte: Rob Gordon  (John Cusack) é um homem com seus trinta e poucos anos e que acaba de ter seu relacionamento terminado. Rob é dono de uma loja de disco, o que rende ao filme uma trilha sonora beeem legal.
Trabalham com ele Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) e que chegaram na loja pra ficar uns dias e nunca mais foram embora. Aliás a gente se identificava muito com a Championship Vinyl ( esse é o nome da loja de Rob) quando trabalhávamos na locadora, a gente achava que só a gente sabia dos filmes do filme e que algumas pessoas não podiam ver alguns filmes específicos porque elas não eram boas o suficiente para assistí-los... imagine comprá-los?


Então, numa das cenas estão os 3 na loja e mais um cliente e eles estão fazendo um top 5 de músicas, um papo bem descontraído que posso dizer que já presenciei o Fernando e os meninos da The Records e também no Tuca Disco, Eis que entra um outro cliente e pergunta se eles ainda tem um disco e Barry vai buscar, quando o cliente pergunta quanto é ele diz que não está a venda.
A gente fazia isso na locadora as vezes, muitas vezes.
O filme vai misturando momentos atuais e lembranças de  seus relacionamentos, aliás é particularmente nisso que a narrativa do filme se baseia e fazia com que os meninos da locadora adoravam nesse filme. Rob resolve entender porque seus relacionamentos fracassaram e ele sempre teve certeza que a culpa tinha sido sua por isso vai procurar as 5 ex-namoradas mais relevantes.
Ah, tem sua relação com Laura (Iben Hjejle) a seu ex-namorada mais atual.


No elenco temos também Joan Cusack como Liz, amiga de Rob e Laura, Tim Robbins como Ian ( atual rolo de Laura) e Catherine Zetta Jones como Charlie, uma das ex-namoradas de Rob.
Alta Fidelidade é de 2000, foi dirigido por Stephen Frears e que recentemente dirigiu "Florence: quem é esse mulher?" com Meryl Streep.
Let's get it on é m hino sexy, está no álbum de mesmo título lançado em Junho de 1973, composta por Marvin Gaye e Ed Townsend. Quando Townsend compôs a música ele havia acabado de sair de uma clínica de Reabilitação e a música tinha um sentido religioso. Quando Gaye pegou a letra a mudou completamente. Ficou no topo da Billboard por duas semanas e também é um dos melhores lançamentos da Motown.


Além de Alta fidelidade você também pode ouvir a música na trilha de Bridget Jones - no limite da razão, Crossroads, A Era do Gelo: O Big Bang, Hoje eu quero voltar sozinho, Nove meses e muitos outros filmes e séries.
Townsend disse que Let's get it on não era uma música política mas sim uma música dedicada ao amor e ao sexo.
Acho que ele tinha razão.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Power to the people! Stick it to the man!

Sempre que eu penso em escrever um post ou começo pelo filme ou por uma música, Se escolho pelo filme preciso achar uma música que me chame a atenção nesse filme e escrever sobre as duas coisas, dessa vez escolhi pela música.
No dia 17 de agosto fez 30 anos que o Guns n' Roses lançou Sweet Child O' Mine e minha querida amiga Cinara postou isso no Twiter.
Então me veio a questão: "Qual filme tem Sweet Child na trilha?"
A minha memória é uma coisa lhoca ao mesmo tempo que lembro de coisas que ninguém lembra, esqueço de outras. Coloquei a cachola pra funcionar e lembrei de Capitão Fantástico. Pedi até perdão por ter esquecido desse filme. Como pude não lembrar dele de cara?
Porque esse filme merece um post e essa música tem muita importância nesse filme é deles que vou falar.
Bueno, por onde começar? Pela música que é mais fácil...
Sweet Child O' Mine está no álbum de 1987, Appetite for Destruction.


 Dizem que a música surgiu por acidente, Slash estava dedilhando sua guitarra pra "soltar as cordas" e saiu a introdução da música. Então Steven Adler o acompanhou e Izzy também entrou nessa brincadeira, inserindo alguns acordes. Duff fez então a linha de baixo e Adler a bateria. Essa é uma história.
A outra versão tem tudo isso aí mas que Axl fez a música pra sua namora e que ainda ofereceu metade dos lucros da música já que ela foi sua musa inspiradora.
Quando a música estava sendo gravada o produtos Spencer Proffer disse que a música precisava  de algo mais pois terminava no solo do meia, precisva de um breakdown. Ninguém sabia o que podia ser feito até que Axl começou a dizer "Where do we go ?Where do we go now?" e Proffer disse: é isso. Dizem que é verdade.


Foi a única música da banda a entrar no topo da Billboard e ganhou o Disco de Platina ( aliás isso ainda existe?) nos EUA.
O clipe foi dirigido por Nigel Dick que "descobri" nas minhas pesquisas dirigiu alguns clipes da Britney (Baby one more time e Ooops.. I did it again ,por exemplo) e Paradise City que é um clipe bem simples mas eu adooooooro!  Tem as namoradas dos integrantes da banda e o cachorro do Izzy, eu gosto bastante do cachorro.



Podemos encontrar a música na versão de Sheryl Crow em O Paizão, em O Lutador (2008), lá vem outra historinha, o filme tinha um orçamento baixo e queria usar a música na sua trilha, Axl liberou o uso sem que recebesse nenhum valor por isso.




E em Capitão Fantástico.
Com o perdão do trocadilho, Capitão Fantástico é fantástico mas como diz meu amô, não é pra todo mundo.
Capitão Fantástico é um filme de 2016, dirigido pelo novato Matt Ross.
Matt Ross é ator , seu primeiro filme foi  28 Hotel Rooms (2012)  não fez muito sucesso nos EUA e nem veio pro Brasil. Capitão Fantástico é seu segundo filme e provavelmente por ele ter amadurecido foi bem melhor, tanto que foi aplaudido por 10 (DEZ) minutos quando foi exibido em Cannes.


 Com roteiro do próprio Ross, posso dizer que com "Eu, Daniel Blake" é um filme que vem a calhar com a atual conjuntura do mundo,
No elenco temos Viggo Mortensen (sempre que vejo um filme com ele , penso : Como o cara é bom né? Tenho o mesmo sentimento com James Mcavoy e Mads Mikkelsen) como Ben, o pai da família que junto de sua esposa Leslie decide formá-la longe da sociedade, isolados de tudo, sem TV, internet e etc.
Criam os 6 filhos, Bo, Vespyr, Kielyr, Zaja, Rellian e Nai, dando a eles noções de civilidade, liberdade, sobrevivência.


Leslie pouco aparece, exceto nas lembranças de Ben, pois está hospitalizada e depois vem a falecer (Calma, isso nem é spoiler pois aparece inclusive no trailer). Eles são proibidos de irem ao funeral e enterro de Leslie mas há uma promessa que foi feita para o funeral da mãe e ela precisa ser cumprida.
Contra a vontade do sogro Jack ( Frank Langella que vocês devem lembrar por Frost/Nixon) eles seguem para a cidade e a viagem tem várias passagens interessantes. É bom demais ver como Ben cria seus filhos como quando ele questiona Kielyr o que els está lendo e ela está lendo Lolita. Ben pede que Kielyr dizer o que ela está achando o livro, ela diz: "Interessante", "Perturbador" e vem como palavras vazias, não tem ali uma opinião real. Ele confronta e manda ela ser mais específica e ela dá o enredo do livro e não é isso que ele quer, ele quer que ela dê sua opinião.

Outro momento que mostra como ele educa seus filhos é quando ele é questionado por sua irmã Harper (Kathryn Hann, que sempre faz papeis coadjuvantes em comédias românticas como "Como perder um homem em 10 dias" e "O amor não tira férias", mais recentemente fez Bad moms que não vi), e seu cunhado Dave (Steve Zahn, esse vocês deve ter visto vários filmes com ele) exatamente sobre essa educação e sugerem que ele deve integrá-los a sociedade, que tudo aquilo está prejudicando seus filhos.



Ben então chama seus sobrinhos e pergunta sobre a Declaração dos direitos a eles e é óbvio que eles não sabem responder. Então chama Zaja, que a inicialmente começa a falar letra por letra a declaração e Ben mais uma vez faz com que a criança fale a respeito e não declame.
Esses conflitos também acontece com Jack porque Jack representa tudo que Ben é contra. E nesse momento você pensa; "Como o capitalismo é cruel... " , tão cruel que põe em cheque esse ideal de liberdade, de não querer depender do capitalismo, até onde é possível viver dessa maneira.
Mas ainda assim eu continuo sonhando em criar filhos que pensem, que articulem , que questionem.
E marquem na agenda, dia 7 de dezembro é dia de Noam Chomsky.
Ah, e a cena que tem a música é emocionante. Poder ao povo! Abaixo o sistema!


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sempre que temos uma chance de avançar, eles mudam a linha de chegada.

Todo ano sempre acontece a mesma coisa, em janeiro a Academia anuncia indicados ao Oscar e eu fico desesperada para assistir TODOS eles. Confesso que nunca consegui e muitas vezes eu não me interesso por todos.
Nesse ano teve 2 que eu quis muito ver: Moonlight (que eu ainda não assisti) e Estrelas Além do Tempo e é sobre ele que vou falar nesse post.
O filme é de 2016, foi dirigido por Theodore Melfi que até então só havia dirigido curtas e um filme com o Bill Murray  chamado "Um Santo Vizinho" , que confesso não conhecer.



Baseado no livro de mesmo título da autora Margot Lee Shetterly, Estrelas além do tempo conta a história de mulheres afro-americanas que eram contratadas pela Nasa, excelentes em contas e ficavam escondidas num quartinho lá longe de tudo e de todos, dando destaque a três delas: Katherine Johnson ( Taraji O. Henson) , Dorothy Vaughan ( Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monàe).
Logo no início elas estão indo trabalhar e o carro dá tilt, Dorothy então vai arrumar e um policial pára pra saber porque 3 mulheres negras estariam paradas no meio da rodovia...
Policia pára, né? Para hoje, imagine na década de 60 ?
Muitas questões tratadas no filme ainda acontecem: o racismo e o machismo, por exemplo.
Como quando Katherine é transferida para o Departamento de Controle e Orientação de Divisão de Pesquisa de Voo e acham que ela é a nova faxineira. Além de colocarem uma garrafa de café para pessoas negras...
Ah, tem a passagem do banheiro, que ficava no outro prédio (1,6 km pra ser mais exata).
Então toda vez que Katherine tinha que ir ao banheiro demorava um baita tempo e por isso se ausentava do seu local de trabalho


Seu chefe Al Harrison ( Kevin Costner) cobra porque ela nunca está alí e ela solta o verbo. Essa cena é sensacional. Essse fato aconteceu mesmo mas não com Katherine e sim com Mary Jackson, Katherine apenas apoiou a amiga.
Dorothy é supervisora, não oficialmente, do departamento onde Katherine trabalhava  e ela sempre questiona a sua chefe Vivian Michael ( Kirsten Dunst) sua efetivação como supervisora. Vivian sempre com desculpas desconversa. Num certo dia Dorothy está levando documentos a Vivian e vê que estão instalando computadores.
Esses computadores vão substituir exatamente o trabalho do seu departamento. Porém ninguém sabe operá-los e Dorothy vê nisso uma oportunidade.


Mary Jackson é convidada a trabalhar no túnel do tempo supersônico e pra isso também enfrenta preconceito, machismo. Mary tem que enfrentar inclusive em casa o machismo de seu marido que não aceita que ela vá para a universidade para sua pós graduação,
A vaga é nua universidade para brancos e Mary tem que entrar com um processo para conseguí-la.
Na audiência argumenta ao juiz que quer fazer história e ser a primeira mulher engenheira da Nasa a entrar para a história.
O filme conta também com Jim Parson ( sim o Sheldon de The Big Bang Theory) que rivaliza com Katherine, sabe aquela coisa de "impossível uma mulher e negra" saber fazer esses cálculos.
Ah, vale lembrar que o projeto em que elas estavam envolvidas não era algo simples, era só o projeto de levar o homem a Lua.


Agora e a música? Que música você escolheu Dona Guta?
Esse filme tem uma trilha sonora maravilhosa e foi cuidada por Pharrel Willians, Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer . Escolhi Jalapeno pra vocês ouvirem porque não tem história sobre a canção, é só porque ela é muito boa mesmo. Tem a Playlist no Spotify e vale demais baixar.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

There's something there!

Eu ia escrever esse post quando o Alan Rickman faleceu, deixei lá e nunca mais entrei aqui.
Como fiquei triste com a morte do Chris Cornell e lembrei que um dos primeiros posts foi sobre Singles -Vida de Solteiro ( aliás se alguém souber onde tem pra vender me fale), post esse que eu apaguei sem querer...
Vou falar uma coisa antes de desenvolver sobre o filme e a música escolhidos , CBGB não é um filme sobre Ramones.
Ramones tem sua importância para o CBGB e vice versa,a final de contas a banda se apresentou lá 74 vezes. Mas não tem tanta importância na vida de Hilly Kristal, mas isso eu falo mais pra frente.


CBGB é um filme de 2013 com direção de Randal Miller  que também dirigiu : O Julgamento de Paris, Baila Comigo e Filho de Nobel , não assisti nenhum deles. O roteiro é dele em parceria com Jody Savin.
A ideia de fazer o filme parecendo uma história em quadrinho é até legal mas não é um Scott Pilgrim ou um Kick-Ass mas tem o seu porquê, a Punk Magazine.
O filme conta a história de Hilly Kristal (Allan Rickman) , um homem de meia idade   e que faliu duas empresas resolve montar um bar que a princípio tocaria Country e Blues (CBGB - Country, Bluegrass and Blues) mas acabou abrindo espaço para outros tipos de música o que fez do lugar um sucesso e se tornou uma referência para a cena.


Então o filme vai mostrando como o local foi construindo sua fama, as apresentações das bandas: Talking Heads - Jared Carter como David Byrne), Blondie ( Malin Akerman como Debbie Harry), Iggy Pop ( Taylor Hawkins, que aliás faz muito bem, e sim é o baterista do Foo Fighters) , Ramones ( Joel David Moore como Joey, Julian Acosta como Johnny, Steve Schub como Dee Dee e não achei em lugar nenhum quem faz o Tommy), Velvet Underground ( Kyle Gallner coo Lou Reed), The Police e Patty Smith ( que é interpretada por Mickey Summer, filha do Sting).







 Ah sim tem Dead Boys , que tem Justin Bartha como Stiv Bators e Rupert Grint (sim, Ron Weasley) como Cheetah Chrome. Dead boys foi a banda que Hilly  resolveu apostar sua grana, por isso que falei que Ramones nem era a banda mais importante pra ele na época que o filme é retratado, Eles eram muito famosos pelas apresentações polêmicas e quem produziu seu primeiro álbum foi Genya Ravan ( Stana Katic). Mas era muita confusão, muita mesmo. O resto você tem que ver o filme pra saber.


Da trilha eu tirei a música que a Patty Smith canta: Because the night.
É uma música que foi lançada em 1978 no álbum Easter. Foi composta por Bruce Springsteen que não gostou da canção, daí que Patty ensaiava no estúdio aO lado, achou a música maneira e falou " Bruce, posso gravar?" e ele " vai nessa", Mentira, rs,
Foi quase isso, ela realmente estava gravando no estúdio ao lado e o engenheiro de som era o mesmo, ele pegou a música e mostrou pra ela que adorou , mudou algumas coisas e gravou.



A versão mais conhecida é com 10000 maniacs.


Mas Garbage &tScreaming Females também gravou:



Bruce nunca gravou a música mas cantou aqui ó:


terça-feira, 10 de março de 2015

Nobody puts Baby in a corner.

Pense e responda rápido: Qual filme você viu mais vezes até hoje?
Eu responderia facilmente Dirty Dancing.
Me lembro quando o filme foi lançado no Brasil, eu era uma criança e minha irmã Ana e sua amiga Giovana adoravam esse filme.
A Giovana tinha o LP da trilha sonora, e quando a Ana pegava emprestado a gente ficava fazendo a dança mais importante do filme. Dança essa que também é feita na comédia romântica francesa: Como Arrasar um coração ( L'arnacceur - 2010).

Mas não foi essa música que eu escolhi para esse post...
Vamos ao filme primeiro. Você pode pensar: Mas Guta, todo mundo já viu/conhece esse filme. Deve ter alguém que nunca assistiu e nem irá assistir. rs
Dirty Dancing é um filme de 1987, dirigido por Emile Ardolino, roteiro de Eleanor Bergstein. Emile que também dirigiu Mudança de Hábito.
Frances Houseman, Baby (Jennifer Grey), vai para uma colônia de férias com a família,claro que conta sua vontade. Baby é uma jovem de 17 anos que quer mudar o mundo e tudo mais.


A estadia está meio chata até que Baby vê Johnny ( Patrick Schwayze)... Aí fica mais interessante. Johnny é funcionário da colônia de férias, dançarino e que ganha seu dinheiro extra fazendo companhia para algumas hóspedes.


O sobrinho do dono da colônia ( e mala) está interessado em Baby e o pai dela, Sr. Jack Houseman ( Jerry Orbach - você deve conhecê-lo por Law and Order) gosta desse relacionamento e faz gosto que dê certo.
Após ver a apresentação de Johnny e sua partner Penny ( Cynthia Rhodes , que eu descobri por causa desse post ser casada com Richard Marx,  essa foi o momento Nelson Rubens I ), Baby está andando por aí e ouve uma música vindo da área dos funcionários, encontra o primo de Johnny que a leva pra ver o que tá rolando e lá todos estão dançando de uma maneira que ela nunca tinha visto antes.







Passa então a ter um motivo pra permanecer alí, dois na verdade: Johnny e a dança.
O filme vai se desenrolar no romance entre Baby e Johnny, em como ele a ensina a dançar e os contratempos dessa relação.





Curiosidades: Jennifer Grey teve que fingir não saber dançar.
                     Dizem que Schwayze não curtia muito gravar com a moça, pois ela era muto temperamental e muitas vezes fazia com que as cenas fossem gravadas várias vezes.
                    Ganhou o Oscar e Globo de Ouro de melhor música por The Time of My Life... mas não foi essa música da trilha sonora do filme que eu escolhi.
Só pra vocês lembrarem que música é:



A trilha sonora do filme tem muitas músicas legais e a que eu escolhi foi: Be My Baby. Por quê?
Porque outro dia estava vendo um filme com a Tina Fay e Amy Poehler e nos créditos toca essa música, também porque quando eu comecei a namorar o Amô eu falava pra ela: "For every kiss you give me.. I'll give you three..."
Be My Baby é um single de 1963, foi composta por Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, interpretado por The Ronettes. Cher fez Backing vocals nessa música.



John Lennon fez uma gravação da música com Phil Spector , que foi inclusa sem autorização no álbum: Roots: John Lennon Sings the Great Rock & Roll Hits.
Quem também regravou a música foi The Beach Boys e Brian Wilson.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Chef

E aí como vão vocês? rs
Pois bem, pois bem... Não sei se vocês sabem mas eu tenho algumas paixões e cozinhar é uma delas.
Há dois ou três meses estreou nos cinemas aqui do Brasil um filme chamado Chef (2014), e o pessoal aqui da firma foi assistir...
Vi o trailer e fiquei morrendo de vontade de assistir, e lá fomos nós ( eu e marido).



O filme tem roteiro, direção e idealização de Jon Favreau , você o conhece sim só não deve estar ligando o nome a pessoa. Aos viciados em Friends seu personagem era Pete Becker, um milionário que se apaixona por Mônica, também em Homem de Ferro ( Happy Hogan). Aliás ele dirige os dois primeiros filmes.
O filme se divide em duas partes, podemos dizer assim, a primeira onde Carl Casper ( Jon Favreau) trabalha num restaurante de alta gastronomia, restaurante esse que tem como dono o personagem de ninguém mais ninguém menos que Dustin Hoffman, como Riva . Carl quer inovar mas Riva quer que ele cozinhe sempre os mesmos pratos e não mexa no menu.


Um belo dia um crítico/blogueiro gastronômico vai ao restaurante e arrasa com o que Carl serviu.Então Carl resolve responder via Twitter o que o crítico falou dele mas... Carl não tem nenhuma intimidade com redes sociais e o que era pra ser uma mensagem privada e na verdade é um reply.



Carl acaba se complicando,sai do restaurante.Daí vem a segunda "parte" do filme.
Além disso tem sua vida emocional que é uma lástima, o relacionamento com o filho é superficial. Carl então com a ajuda do ex-marido( Robert Downey Jr.) da sua ex-esposa monta um foodtruck . Inez (Sofia Vergara), a ex-esposa de Carl, faz que ele leve o filho com ele, já que o menino está de férias. Nessa viagem pelas cidades dos EUA o seu antigo companheiro de cozinha, Martin (John Leguizamo) se junta a ele e o trio está completo.


O filho de Carl, Percy , tem um papel importante no sucesso do empreendimento pois é ele quem faz uso do Twitter, Vine e Facebook para fazer a propaganda dos lanches servidos no foodtruck.


Assim como lí em críticas e resenhas antes de assistí-lo também recomendo que não o faça de barriga vazia porque dá vontade de comer. E a gente ficou com vontade de montar um foodtruck e sair por aí.




A trilha sonora é deliciosa, e escolhi Sexual Healing muito mais pela versão que aparece no filme do que por gostar da música, que eu adoro. rs
Sexual Healing foi composta por Marvin Gaye, David Ritz e Odell Brown.
Está no álbum Midnight Love.
Lançada em 30 de setembro de 1982 e permaneceu por 10 semanas no topo das paradas da Billboard, além disso Gaye recebeu o Grammy  Melhor Performance R&B Masculina e Melhor R&B Instrumental



E foi regravada por uma porção de gente, como :

Soul Asylum :



Ben Harper:





Sarah Connor:




E a versão que tem no filme, Hot 8 Brass Band:



E nessa minha busca pela trilha sonora, achei esse site aqui: http://www.what-song.com/ que tem a descrição da cena que a música toca, não é fantástico?
Até a próxima e que seja em breve.



quarta-feira, 30 de julho de 2014

The street heats the urgency of sound as you see there's no one around

Então quer dizer que não escrevo desde março?
Pois é...
Volteiiiiiiiiiiiiii, vou escrever esse post, terminar. Comecei e não terminei.Chega de enrolação.
Sempre que eu via uma música com o nome de alguém eu pensava: "Nossa, deve ser legal pra caramba ter uma música com o nome né?", "Já pensou ter uma música com o meu nome?"
Tem Maria, do Blondie, ok. Tem Maria Maria, Milton Nascimento, ééé, ok. Tem Maria, Rick Martin ( e vocês não fazem ideia do quanto cantaram isso pra mim), ok.
Mas meu ego fica ainda mais feliz com uma música do Smashing Pumpkins:  1979.
Por quê? Por quê? Por quê?
Porque eu nasci em 1979, oras bolas, porque essa música é sensacional e o clipe é maravilhoso.
Mas vem cá, esse blog não é sobre filmes e trilhas sonoras?
Sim!!!! Mas já falei de diretores de cinema que se aventuraram em clipes musicais, não?
Pois então, Quem dirigiu 1979 foi o casal Valerie Faris e Jonathan Dayton, responsáveis pela direção de um dos filmes mais queridos por mim, Pequena Miss Sunshine



 e mais recentemente Ruby Sparks, A namorada perfeita.



Valerie Faris e Jonathan Dayton estão juntos há um bom tempo ( não achei em nenhum lugar desde quando... ) , se conheceram na UCLA e desde então trabalham juntos. Começaram a carreira dirigindo videoclipes e alguns documentários. Estrearam no cinema com Pequena Miss Sunshine o que lhes rendeu 4 indicações ao Oscar :

  • melhor filme
  • melhor roteiro original - premiado 
  • melhor ator coadjuvante - Alan Arkin ( premiado)
  • melhor atriz coadjuvante - Abigail Breslin  
O filme também teve indicações no Globo de Ouro , SAG Awards ( ganhou de melhor elenco), BAFTA (Alan Arkin -melhor ator coadjuvante, melhor roteiro original), entre outros.

Agora vou falar um pouco da música escolhida...
1979 é uma música do Smashing Pumpkins, está no álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness, lançado em outubro de 1994.



Composta por Billy Corgan. Em 1979 , Corgan tinha 12 anos e ele considera essa época a sua transição para a adolescência. Por isso a música é considerada autobiográfica, nela ele expõe suas sensações, as mudanças e como ele via o seu mundo.
A banda primeiramente pensou em Spike Jonze ( já falei dele aqui ó: spike jonze) mas além da ideia dele não ter batido com a da banda, o clipe custaria uma fortuna.
Então foram atrás de Valerie e Jonathan, que deram vida as ideias de Corgan, que ria mostrar como é a vida de um adolescente, principalmente os entediados do subúrbio de Chicago. E o resultado é esse que vocês podem conferir abaixo:



Ah, só uma curiosidade... o clipe de Perfect, também dirigido pelo casal Valerie e Jonathan é uma sequencia de 1979.