sexta-feira, 23 de março de 2018

IT'S FRIDAY, I'M IN LOVE




Sexta feira...
Acordo com a preguiça, aquela preguiça.
Siouxsie , a gatinha, vem e deita no meu peito. A preguiça só aumenta.
Confesso que não sei bem se é preguiça ou cansaço mental pois os últimos dias não foram lá muito fáceis.
Enfim, levanto e começo minha rotina, comida pra gata, café, arruma marmita, se arruma pra ir trabalhar. Coloco minha camiseta do The Cure, me senti o Ursinho Pooh, troquei de camiseta.
Talvez nem estivesse parecendo mas... troquei.
No caminho pro trabalho vim pensando na morte do Miranda, lendo alguns posts de artistas falando sobre ele, ia escrever sobre um filme que indiquei pra ele uma vez mas fiquei pensando no The Cure.. É cliché escrever sobre Friday I'm In Love numa sexta feira? É.
Mas eu prefiro escrever sobre uma música amorzinho que está na trilha de um filme amorzinho.
Estamos precisando.
Friday I'm In Love é uma música da banda inglesa The Cure e está no álbum Wish de 1992. O clipe foi dirigido por Tim Pope ( que dirigiu O Corvo, o menos bom com Vincent Perez) e levou dois dias pra ser feito.


Coisas sobre a música: Foi gravada na mansão rural do dona da Virgin Records, Richard Brenson, Robert Smith detesta essa música (ou detestava) pois além de achar a letra muito tola sabia que viraria algo totalmente comercial. O primeiro verso "I don't care if monday is blue" é uma referência a Blue Monday do New Order, Smith ainda disse que a música é pra quem não é fã do The Cure. rs
Friday I'm In Love já fez parte da trilha das séries Chuck e iZombie, dos filmes Ele não está tão afim de você, Nunca é tarde para amar ( adoro!) e Questão de Tempo.
Questão de Tempo é um filme de 2013 com direção e roteiro de Richard Curtis. Não é a primeira vez que falo sobre filme com direção dele por aqui, mesmo porque ele dirigiu bem poucos filmes.
Mas já falei dele aqui: Piratas do Rock
Richard é bem mais conhecido pelos roteiros do que pelos filmes dirigidos.
Temos no filme a atriz que você piscou e ela tá no filme: Rachel McAdams,

o maravilhoso Domhnall Gleeson, Bill Nighy que quase sempre está nos filmes de Curtis e Lindsay Duncan, que fazem pai e mãe de Domhnall.



O filme conta a história de Tim (Domhnall) que ao completar 21 anos é informado pelo pai que os homens da família tem um tipo de maldição/feitiço/dom. Eles podem voltar no tempo sempre que quiserem e alterar o rumo dos acontecimentos.
Vale informar a vocês que exatamente por causa disso o filme vai e volta muitas vezes o que pode não agradar todo mundo.


Ele conhece Mary e a princípio eles não ficam juntos mas ele usa desse "feitiço" para voltar no tempo e fazer com que Mary o note e se apaixone por ele, seria uma mistura do dia da marmota lá com o outro filme da Drew que ela perde a memória, rs
Brincadeira, é mais que Como Se Fosse a Primeira Vez e Feitiço do Tempo.
Em várias viagens no tempo fica o questionamento até quando tendo esse dom é possível, é cabível e é bom poder voltar no tempo e arrumar as coisas?
Além disso o filme vem nos mostrar que antes de você ter um amor é preciso que você e sua cara metade sejam amigos. E sim como quase todos os outros roteiros de Curtis o filme vai nos falar de relação familiar.


Eu adoro esse filme e recomendaria pra qualquer pessoa. Além de ter uma trilha sonora incrível.
Tiro desse filme a lição de que a gente precisa aproveitar o momento, cuidar dos nossos e sermos felizes porque a gente não consegue voltar no tempo pra arrumar as bobagens e mesmo se conseguíssemos será que faríamos o certo?
Bom final de semana. 
                     

quarta-feira, 14 de março de 2018

Patti Cake$ é girl power



Esse post poderia ter entrado nesse outro sobre não se encaixar mas achar seu lugar:
we're number 2
Ou nesse sobre ser gorda: Gorda!
Ou ainda o anterior a esse que foi sobre karaokê: o do karaokê
Mas Patti Cake$ merece um post só pra ela.
Com cheguei nesse filme?
Bom, como já falei algumas vezes eu ou vejo o filme e escrevo sobre ele porque tem alguma música na trilha sonora que me interessa ou escolho uma música e vou atrás de algum filme que tenha ela na trilha. Que foi o que aconteceu nesse caso.
Na verdade eu tinha ouvido o rapaz da rádio falar desse filmes tempos atrás e confesso que não dei muita atenção.
Então semana passada eu não sabia sobre o que escrever e queria escrever sobre algum filme que tivesse Bikini Kill na trilha e Patti Cake$ tem.
Antes um adendo, eu não conhecia Bikini Kill e uma das pessoas mais detestáveis que conheci na vida que me apresentou. Obrigada pessoa , rs.
Patti Cake$ é um filme de 2017 com direção e roteiro de Geremy Jasper que eu não conhecia mas dirigiu o clipe de uma música que eu amo e essa sim me foi apresentada por uma pessoa querida, Daniel Gomes.
Qual clipe?
Esse aqui ó:


O roteiro é interessante mas tem suas falhar, como não explorar mais os excluídos como por exemplo Basterd. Dava pra explorar mais a vida dele e a relação entre eles. Mas ainda assim é um bom filme. Muito melhor que Lady Bird.
Patricia Dombrowski aka Killa P. aka Patti Cake$ é uma jovem de 23 anos que sonha em ficar famosa sendo rapper.


Então vocês podem pensar: "Tá.. mas o que tem de diferente nisso?"
Patti é branca, gorda, pobre. O mundo do rap é bastante misógino, e no filme mostra ser be gordofóbico. Bom o mundo é gordofóbico.
O filme começa com Patti acordando, cuidando da avó ( eu quase não reconheci Cathy Moriaty como Nana) e andando pela rua do bairro e se imaginando como superstar. Eis que é interrompida por uma buzina e alguém  chamando de "Dumbo". Tem muitos momentos em que o filme me remeteu a Preciosa só que Patti Cake$ é beeem mais suave
É assim que ela é chama constantemente: Dumbo e outros montes de ofensas gordofóbicas, inclusive de Preciosa.
Uma das cenas que mais me deixou pistola é quando ela faz o Slam com um cara que ela é afim e ele a ofende muito, ali no meio da batalha e tals como se fizesse parte das rimas e não que fosse de propósito... mas lembra quando a gente era pequeno e falávamos que toda brincadeira tem um fundo de verdade? Então...


Mas como todo oprimido sempre tem com ele outro oprimido como companheiro, fiel escudeiro, Patti tem Jheri, que é seu único amigo e parceiro de rimas.
Na mesma noite do Slam, Patti e Jheri vão a um show de Rap e veem a apresentação de Basterd the Antichrist e enquanto os babacas ofendem o artista Patti vê nele um diferencial que vai além do visual, ao final do show ela tenta conversar com ele que não retribui e vai embora. 
Num belo dia Patti e Nana estão no cemitério e ela vê Basterd procurando algo em cima de um túmulo, Patti vai até ele e o ajuda a achar o que ele estava procurando, ela tenta conversar com ele novamente e ele se esquiva de novo.
Mas ela vai atrás dele, descobre seu esconderijo e chama Jheri. Daí surge o PJNB e o N da banda é nada mais nada menos que Nana.


Fiquem calmos, isso não estraga em nada o filme pois como e porque Nana entra no grupo é sensacional.




Patti tem uma relação conturbada com a mãe mas é a música que as une.
Ela também idolatra um bam bam bam do Rap que no fundo é um babaca.
Portanto cuidado com a idolatria e não perder a sua essência.


Ah... já ia esquecendo de falar da música  Double Dare Ya é uma música do album Revolution Girl Style Now! de 1991 da banda de Washington Bikini Kill. A banda não existe mais e Kathleen Hannah tem uma outra banda atualmente chamada The Julie Ruin, amo.
Infelizmente não tenho informações sobre a lera da música mas posso dizer que ela toca num momento bem importante do filme.




sexta-feira, 9 de março de 2018

Music is played for love, cruisin' is made for love



Você gosta de ir a karaokês? Você sabe qual a música mais cantada em karaokês pelo Brasil?
Evidência!
Outro dia a Keks postou no Facebook que odeia essa música mas parece que ela é uma das poucas. rs
A música chega a ser cantada mais de 5 vezes por noite numa sala de karaoke , na Liberdade essa média sobe pra 12 vezes, fato que pudemos confirmar no aniversário da minha irmã Ana.
Eu gosto de ir em karaoke, ver as pessoas cantando, fazer coro mas subir no palco e cantar? Jamais.
Também por isso meu sonho de ter banda nunca foi pra frente e pelo fato de eu não ter talento,claro.
Ainda assim tem uma música que eu gosto muito de cantar que não é Evidências mas "I Believe In A Thing Called Love"



Eu juro que não sei como essa música não entrou em nenhum filme da Marvel ainda porque ela foi feita pra isso, haha
Eu juro que fui procurar um filme com essa música na trilha e serei bem sincera com vocês, só achei dois e não quero escrever sobre nenhum deles.
Portanto, como comecei falando sobre karaokê esse será o assunto desse post.
É óbvio que eu não vou lembrar todos os filmes que tem cenas em karaokê ou que tem o karaokê como tema maaaas vou listar alguns.
- Em Amor sem escalas sabe quando tem festa da firma? Então.. tá lá rolando a festa e a personagem de Anna Kendrick tá lá curtindo a festa e cantando "Time AfterTime"


Tem a Molly em P.S. Eu te amo cantando "Get Off"...

Em " O Pentelho " temos Jim Carrey cantando uma das minhas músicas preferidas "Somebody To Love"

Acho que posso considerar a cena de Maverick e Goose cantando "You've Lost That Loving Feeling" nessa lista né?




Em "A Hora do Rush 2" Chris Tucker também canta num karaokê e a música escolhida é " Don't Stop Till Get Enough"



Tem um dos filmes mais odiados pelas minhas amigas : "500 Dias Com Ela" onde Joseph Gordon Levitt canta "Here Comes Your Man"



E o que dizer de Scarlett Johansson e Bill Murray em Encontros e Desencontros ?



Temos nacional também mas eles não estão cantando, T.O.C - Transtosnada Obscessiva e Compulsiva mas sim dançando enquanto uma mulher canta "Eva". Que não tem o link só da cena no youtube, desculpem, rs
E se você quiser um filme com várias pessoas cantando várias músicas no karaokê assista Duets. Lembrei até de uma vez que colocamos o filme pra passar na locadora e quando tocou Cruisin' todos estavam cantando em coro. Foi legal pra caramba!



Então é isso, deixem as pessoa cantarem o que quiserem quando quiserem e sejam felizes.
Bom final de semana.



quinta-feira, 1 de março de 2018

Destino é o que você faz dele


Todo mundo tem aquela banda/artista favorito não tem?
E porque quem não gosta se o trabalho de fazer um post "lacrador" falando mal de um desses?
Não tem como você só curtir o que você gosta e deixar xs amigunhxs curtirem xs delxs.
Bem, tivemos o show do Foo Fighters e com ele uma enxurrada de pessoas que gostam e que não gostam.
 Até aí beleza porque vivemos numa democracia, teoricamente.
Então minha amiga Graciela escreveu no twitter que as pessoas muitas vezes falam mal de uma banda/artista específico somente só pra causar, ou como escreveu a Graci: "pra lacrar"
Coincidentemente o Nicolas postou sobre a história dos músicos do Foo Fighters e de como as pessoas são chatas apenas por serem, haters nas palavras dele e o quanto isso enche a paciência.
No fim das contas todo o discurso fica sem embasamento pois a pessoa não gosta porque não gosta só porque alguém da banda é feio, chato, cara de mamão.
FF não é minha banda favorita, gosto de algumas músicas e de alguns clipes, e um deles é Long Road To Ruin .



Dirigido por Jesse Peretz que também dirigiu clipes do The Lemonheads ( Mrs. Robinson), The Breeders e Selena Gomez e é dele também a direção de outro clipe do FF : Learn To Fly. Já no cinema ele dirigiu filmes que confesso não conhecer e dirigiu um filme baseado num livro do Nick Hornby o que já me interessou.


Learn to Fly está n terceiro álbum da banda, There is nothing left to lose, 1999.
Ficou em 19º na parada da Billboard Hot 100 e foi a primeira música da banda a ficar em 1º na Billboard's Rock Modern Track. Há a participação de Jack Black e Kyle Gass no clipe.
A música toca na série Scrubs , Roswell e no filme Uma Vida em Sete Dias.
Uma Vida em Sete Dias (2002), dirigido por Stephen Herek que também dirigiu vários filmes ruins
e alguns filmes ok. Esse é um deles.

Se você nunca viu esse filme eu vou falar do que se trata, Angelina Jolie é Lanie Kerrigan, uma repórter de TV bem sucedida que é bem babaca com sua equipe. O chefe de Lanie coloca Pete ( olha o Edward Burns aqui de novo) pra trabalhar com ela, ela o odeia mas no fundo o ama. Nada de novo.
Num belo dia Lanie vai entrevistar um morador de rua que dizem ser vidente, ele prevê o tempo, placares esportivos...
Então Laine está lá fazendo a introdução para começar a conversar com o sem teto, interpretado pelo excelente Tony Shalhoub e ela pede pra ele fazer uma previsão, meio que desdenhando.
Eis que ele fala que ela tem 7 dias de vida.

Daí pra frente é uma auto avaliação atrás da outra, tem a cna dela cobrindo a greve e cantando Satisfaction.
E se ela morre mesmo ou não só vendo o filme pra saber.
O filme não é de todo ruim mas não é memorável.
Ah, sobre Peretz só uma curiosidade, ele foi  primeiro baixista do The Lemonheads.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Sou uma grunge de 39 anos.



Um dos primeiros posts que eu fiz aqui e exclui por pura burrice foi sobre o filmes do Cameron Crowe chamado Singles- Vida de solteiro.
Se você não conhece o filme vou fazer um resumão, conta a histórias paralelas de jovens que vivem em Seattle e tem suas preocupações financeiras, de carreira e tudo mais. Como todo jovem, na época esse filme me deixou vidrada pois uma das histórias tem como pano de fundo banda, show, grunge.
Eu amava essa época em que a MTV passava todo santo dia e quase toda hora as bandas de Seattle e/ou da cena grunge. Das bandas que eram da moda na época a que eu mais gostava era Alice in Chains, seguida de Pearl Jam. Ainda gosto e fiquei arrasada quando o Eddie Vedder casou e o Layne Stanley morreu, AR-RA-SA-DA!
E se vocês olharem minhas playlists sempre tem um grunge alí, outro acolá misturado com um pop do Bruno Mars e um MPB maneiro.
Noutro dia eu tava em casa e estava passando no canal BIS - Rock n' Roll Hall of Fame Pearl Jam . E cara, Eddie Vedder tá lá inteirão com seus 53 anos ( aliás ele faz aniversário no mesmo dia que o Fernando, hehee) e eles estavam tocando Better Man.


Então pensei, preciso escrever sobre essa música, preciso achar um filme que toque essa música.
Better man não é uma música alegre e se você a canta sem prestar a atenção a plenos pulmões você está fazendo isso muito errado.
A música fala sobre uma mulher que está num relacionamento abusivo e não consegue sair desse relacionamento, e mente pra si que está apaixonada e que está tudo bem. Quantas mulheres vocês conhecem que estão ou estiveram nessa situação?
Até mesmo você já esteve, talvez.
Vedder compôs a música antes de entrar no Pearl Jam, quando estava numa banda chamada Bad Radio. Se você pesquisar um pouco da vida dele entende porque as letras das música nem sempre são alegres. Vedder teve uma vida bem complicada e dizem que Better man é inspirada na relação que sua mãe tinha com seu padastro.


Em algumas apresentações antes de cantas a música ele devidicava a música :"The Bastard who married my mother."
A música está no álbum Vitalogy (1994) e faz parte da trilha sonora do filme Sete dias sem fim.


Sete dias sem fim é um filme de 2014 com direção de Shawn Levi ( O Grande Mentiroso, Gigantes de Aço e a franquia Uma Noite no Museu, Recém Casados e Doze é demais) e roteiro de Jonathan Tropper, baseado no seu livro de mesmo nome.
Com um elenco cheio de nomes conhecidos como Jane Fonda, Jason Bateman, Tina Fey e Adam Driver, o filme conta a história da família de Judd ( Jason Bateman) em especial Judd que numa tacada só perde o emprego, se divorcia e recebe a notícia de que seu pai faleceu...
E por conta disso ele tem que voltar pra sua cidade natal pois haverá enterro, cerimônia e aquele encontro familiar super desejado.


Como em qualquer família normal todos tem suas diferenças e nesses sete dias muitas coisas afloram e muita confusão e atrito acontece.
Sabe aquela sensação de você sair da casa dos pais e por algum motivo você é obrigado a voltar pra lá? Fracasso, é essa o sentimento de Judd.
Retornar aquele lar é o próprio fracasso.
O filme tinha tudo ou quase tudo pra ser um baita filme mas é só um filme ok.
Adam Driver é horrívelmente horrível, pior que Kylo Ren, Sério.
Mas Jason Bateman está ótimo, assim como Tina Fey e Jane Fonda.


E toca Better Man, rs
Bom final de semana.
PS: Se você não sabe identificar se você está num relacionamento abusivo tem esse vídeo da Jout Jout que pode te ajudar:


PS²: tem esse texto aqui da Aline Valek que também pode te ajudar:
Como reconhecer a armadilha do relacionamento abusivo

PS³: esse aqui tb é bom: precisamos falar sobre gaslighting

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

I was loved for a minute, then I was hated. Then I was just a punch line.

Se você tem mais de 30 anos e assistiu Flashdance na infância provavelmente já se imaginou patinando ao som de Gloria. 



Conheço algumas que já até realizaram esse sonho, rs
É uma coisa meio mágica, como se a música tivesse sido feita para patinar. 

Eis que na minha maratona do Oscar quando fui ver Lady Bird não me lembro se quando psotei que estava vendo ou no grupo de cinéfilos a Juliana falou: "Miga, você precisa ver I, Tonya. Toca Gloria."
Sim, precisava mesmo ver. 




Antes de ver acabei lendo um artigo sobre o filme escrito pelo pai do Felipe Andreoli e lembrei vagamente do caso. Quando o Fernando foi procurar tanto a foto de Tonya Harding e de Nancy Kerrigan que me deu um click. Lembrava mais de Nancy do que de Tonya e pelo filme até entendi porque. 



I,Tonya foi dirigido por Craig Gillespie (A Garota ideal - recomendo, A Hora do Espanto (2011) e Horas decisivas) e roteiro de Steven Rogers (Lado a Lado, Kate & Leopold e P.S. Eu te amo).
Tonya Harding foi uma patinadora de gelo que ganhou o campeonato americano e foi medalha de prata no mundial de 1991, foi a segunda mulher a conseguir fazer o Triple Axel e a primeira norte americana a fazê-la. Daí você deve estar se perguntando: se ela só ganhou isso na vida pra que um filme sobre a vida dela?Por que infelizmente pra ela não foi só por isso que ela ganhou destaque mundialmente. E é pra esse evento que o filme vai nos levar. 
Craig e Steven dão um tom cômico a narrativa e fazem como se os personagens estivessem dando entrevistas e pra não ficar ão pesado dão um toque de humor.




O filme começa com a mãe de Tonya indo procurar Diane, um treinadora de patinadoras. Diane se recusa pois Tonya tem somente 3 anos mas ela muda de ideia quando vê a garotinha patinar.
LeVona Harding , mãe de Tonya, interpretada por Alisson Janney (Histórias cruzadas, Juno, Beleza Americana, Hairspray, a lista é enoooorme) é daquelas típicas mães americanas que só quer saber da vitória da filha. Ela TEM QUE ser a melhor, ser campeã e não importa a que custo, nem que custe a menina parar de estudar, por exemplo. 



Quando Tonya não está patinando ela está com seu pai caçando. E eu acho que é no pai que ela tinha a válvula de escape. Mas como nem tudo são flores o pai vai embora de casa e resta pra Tonya a sua mãe louca.
O tempo passa e Tonya se torna adolescente e por conta da criação que tem ela não é nem um pouco sociável. Mas num belo dia ela está treinando e um rapaz está olhando pra ela. Esse rapaz é Jeff Gillooly ( Sebastian Stan , o Buck do Capitão America) com quem Tonya teve um relacionamento abusivo e se casou.



As cenas de violência contra ela são exageradas mas não chocantes daí que entra o humor negro da coisa.
Tonya é completamente desequilibrada e como disse o Fernando : uma atleta não pode ser tão desequilibrada assim.
Mas ela nunca teve nenhuma estrutura familiar ou qualquer outra pessoa que fizesse esse papel e pra piorar só se cercou de gente tão desequilibrada quanto ela.
Então ela fica obcecada pois nunca consegue notas que ela acha que merece, chega a perguntar porque ela não consegue as notas a um jurado que responde que ela não tem o perfil, que Nancy por exemplo tem ( por isso que eu lembro mais da Nancy) de garota correta com uma família estruturada. 



Tonya até chega a falar com a mãe que praticamente manda ela ir catar coquinho e fala que deu a filha um dom. To falando que a vida dela não foi fácil?
Então Tonya recebe uma ameaça de que se ela for treinar ela sofrerá um ataque, Jeff planeja com Shawn Eckhardt  mandar cartas de ameaças para Nancy pra que ela também fique abalada emocionalmente.
Mas ninguém contava que Shawn fosse completamente idiota e Shawn planeja um ataque a Nancy. 



Nada disso que eu to escrevendo é spoiler. Se você procurar qualquer informação sobre o caso na internet vão aparecer todas essas informações, fiquem tranquilos. 
E tudo vira uma sucessão de erros. Tudo. Seria menos louco se não fosse verdade. 
Todas as músicas da trilha sonora se encaixam perfeitamente as cenas onde aparecem, não são músicas colocadas ao acaso. 
Gloria aparece exatamente na cena em que os caras contratados por Shawn estão indo atentar contra Nancy. 
I, Tonya merece ser visto muito mais pelas interpretações de Margot Robbie e Allison Janney do que pela história em si que já é conhecida, não que essa história não seja interessante.   
Vamos voltar pra música. 
Gloria é uma música de 1979 e que foi originalmente composta e gravada por Umberto Tozzi
Sua versão em inglês foi feita por Jonathan King,a versão de Laura Branigan que é a que toca no filme e  a que a gente conhece foi gravada em 1982 e rendeu ma grana bem boa. 
Ah, depois do julgamento do ocorrido Tonya foi proibida de voltar a patinar e virou boxeadora.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Gorda!



Eu sou, sempre fui e serei gorda. Isso num determinado momento da vida me incomodou. Me incomodou mais por ter que ouvir frases do tipo: " Você é tão bonita... Por que não emagrece?"
ou "Se você não emagrecer você NUNCA vai namorar." ou ainda e várias vezes " VOCÊ PRECISA EMAGRECER."
Eu acho que só a pessoa sabe se ela precisa ou não emagrecer. Não, não to incentivando a ninguém largar mão de tudo e descuidar da saúde mas sim pra pessoa viver bem, sem neuras seja ela gorda ou magra.
Há essa ideia de verdade absoluta que gordos não são saudáveis mas já vi muito magro mega doente e gordos super saudáveis, então ser saudável não tem nada a ver com a estética.
Mas vocês devem estar se perguntando por qual motivo eu to falando disso num blog sobre cinema e música?
Pois bem, convido vocês a pensarem em personagens gordxs no cinema e na música.
Cinema: Eddie Murphy em Norbit, Martin Lawrence em Vovó..Zona, ou x gordx que cai em cima dx magrelx, x gordx que sobra prx amigx dx outrx que fica com x gostosx, x gordx que é nerd e esquisitx, x engraçadx. Aliás todo mundo acha que a condição de você ser gordx é você ser comediante.


Os esterótipos são diversos.
Durante anos eu me sentia representada por dois filmes: O casamento de Muriel e O amor é cego.
No caso de O casamento de Muriel porque me sentia uma fracassada que mendigava a amizade das populares , que sonhava com o príncipe encantado mas que gorda nunca casaria.



E no caso de O amor é cego porque as pessoas , algumas , me viam pelo que sou e não pelo meu físico mas muitas vezes vi pessoas rindo de mim e debochando, como acontecia com Rosemary , personagem de Gwyneth Paltrow.


Hoje em dia o que eu tenho em comum com elas? Fui viver minha vida, amo o ABBA e sou uma ótima pessoa, ou tento ser o melhor que posso.


Hoje em dia ainda temos esses esterótipos porém temos mais atrizes gordas em destaque, eu gostava muito da atriz de Drop Dead Diva ( Brooke Elliot) mas desde Gilmore Girls eu amo a Melissa McCarthy. Ainda temos Queen Latifah (Taxi), Gabourey Sidibe( Preciosa), Rebel Wilson ( A Escolha Perfeita, e me falaram de uma séria que se chama " My mad fat diary" com Sharon Rooney que eu ainda não vi.


Atores temos Jack Black, Jonah Hill, Kevin James, Anthony Anderson.


Agora vamos pra outra parte da minha pergunta lá em cima, e na música?
Quantas cantoras gordas vocês quiseram emagrecer e que tentaram por causa da pressão da imagem mas acabaram voltando a ser com são?
Kelly Clarkson, Adele, Marília Mendonça ( porque não?)
Mas tem as que se mantiveram como Beth Ditto ( Gossip) e Brittany Howard (Alabama Shakes).


Dito tudo isso vou falar da música que eu escolhi: Make You Fell My Love.
A música foi composta e gravada originalmente por Bob Dylan no álbum Time Out of Mind (1997) mas foi lançada antes por Billy Joel no mesmo ano.
Há outras versões dessa música gravadas por Garth Brooks, Brian Ferry, Kelly Clarkson e Adele.
Essa versão da Adele é a que eu mais gosto e está na trilha sonora de Quando em Roma.
Mudança de planos, vou deixar essa informação dessa música e nome do filme onde está e falar de outro filme porque achei que Quando em Roma apesar de ter música da Adele na trilha não cabe nesse post, não "orna" sabe ?
E já que é pra tocar nesse assunto vamos falar de Preciosa...


Preciosa é um filme de 2009, dirigido por Lee Daniels. Levou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Mo'Nique ( e o Globo de ouro, BAFTA e SAG) e Melhor Roteiro Adaptado. Baseado no livro Push, que veio pro Brasil como Preciosa.
O filme se passa no Harlem, em 1987 e conta a história de Clareece Preciosa Jones, uma adolescente de 16 anos,negra, obesa, analfabeta, mãe de uma filha pequena que ela chama de Mongo ( diminutivo para mongolóide como ela mesma explica) e grávida de seu segundo filho. Preciosa não consegue aprender na escola regular e também não socializa, por motivos bem óbvios. Com tudo isso e sua segunda gravidez a coordenadora do colégio a transfere para a escola alternativa onde ela vai se sentir acolhida e vai aprender a viver melhor.


Preciosa vive com a mãe e o pai , sua mãe Mary ( Mo'Nique) a maltrata demais, xinga, bate. É como se ter tido a filha tivesse sido a pior coisa do mundo. O Preciosa como segundo nome chega a ser uma ofensa pois pros pais ela não tem nada de preciosa. O ódio da mãe vem muito provavelmente da rejeição que o marido tem dela e isso deve ter iniciado quando Mary engravidou depois porque o marido começa a procurar Preciosa. Sim, o pai de Preciosa a estupra com frequência e sim, os dois filhos dela são fruto dessa violência.
As ofensas não se restringem a sua casa, seguem pelo colégio e pelas ruas.
O filme é uma porrada atrás da outra mas vale ser visto, debatido.


Enfim, como diz no começo do filme: TUDO É UMA DÁDIVA DO UNIVERSO

Boa semana e bom carnaval seja lá como você vai curtir o seu.